UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

sábado, 14 de agosto de 2010

A Chama Frágil

A vida é como uma chama frágil e perene,
onde o luminoso é sempre sustentado pelo opaco.

O vento dos anos sopra sobre cada um que, ao viver,
emana sua luz sideral, até que restem as terrenas cinzas.

Que a luz de teu existir não brilhe em vão.

Que aqueça corações,
incendeie sentimentos,
iluminando o teu caminho e o de todos que,
por amor, te seguirem.

(Autor Desconhecido)

Nenhum comentário: