| Category: | Books |
| Genre: | Literature & Fiction |
| Author: | Barbara Kyle |
Sinopse: A Filha do Rei, tal como o primeiro livro da autora publicado, A Aia da Rainha, é um romance histórico situado no tempo de Henrique VIII. O novo romance de Barbara Kyle passa-se na Inglaterra dos Tudor, durante o reinado de Maria I, a rainha sanguinária e revela dados inéditos sobre este conturbado período da história europeia. No livro, a autora levanta a possibilidade de a soberana ter queimado os ossos de Henrique VIII, seu pai, criando assim a dúvida se de fato este está sepultado onde se crê estar. Rico em detalhes de uma época pródiga em episódios e personagens fascinantes, A Filha do Rei não poupa o leitor a imagens cruas e impressionantes sobre o cárcere de famílias inteiras, sobre alianças maquiavélicas em torno do poder e sobre a luta de uma mulher pelo futuro de uma nação... Isabel I.
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Depois da agradável surpresa que foi A Aia da Rainha, a curiosidade por ler o volume seguinte da série era enorme. O título deste livro apontava para um enfoque na rainha Maria I, mas, tal como o título do volume anterior, acaba por induzir o leitor em erro. De fato, a história gira em torno de Isabel Tornleigh, filha dos protagonistas de A Aia da Rainha, e tem como pano de fundo o período conturbado de rebeliões durante o reinado de Maria I de Inglaterra e da luta desta contra os hereges.
No meio deste turbilhão social, em que a corajosa Isabel toma o partido dos rebeldes, a jovem vê-se subitamente obrigada a tentar salvar o pai da prisão e da eminência de ser enforcado e tem para isso a companhia do espanhol Carlos Valverde. É nesta busca que o livro se centra, mas o enredo foca-se também bastante nos movimentos da rebelião liderada por Thomas Wyatt.
Para além de conter uma perspectiva histórica bastante interessante sobre os principais fatos que marcaram esta rebelião, julgo que a autora é bem sucedida na criação do ambiente adequado para a cidade de Londres e na descrição das condições bastante precárias das prisões da altura. Tudo isto demonstra que Barbara Kyle se documentou bem em termos históricos, enriquecendo ainda mais o livro. As minhas reticências prendem-se mais com o desenvolvimento das personagens e do próprio enredo. As primeiras parecem mais ou menos estereotipadas (talvez com exceção de Carlos) e as situações apresentam por vezes um elevado grau de previsibilidade, o que só por si não é mau.
Recomendo.
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Depois da agradável surpresa que foi A Aia da Rainha, a curiosidade por ler o volume seguinte da série era enorme. O título deste livro apontava para um enfoque na rainha Maria I, mas, tal como o título do volume anterior, acaba por induzir o leitor em erro. De fato, a história gira em torno de Isabel Tornleigh, filha dos protagonistas de A Aia da Rainha, e tem como pano de fundo o período conturbado de rebeliões durante o reinado de Maria I de Inglaterra e da luta desta contra os hereges.
No meio deste turbilhão social, em que a corajosa Isabel toma o partido dos rebeldes, a jovem vê-se subitamente obrigada a tentar salvar o pai da prisão e da eminência de ser enforcado e tem para isso a companhia do espanhol Carlos Valverde. É nesta busca que o livro se centra, mas o enredo foca-se também bastante nos movimentos da rebelião liderada por Thomas Wyatt.
Para além de conter uma perspectiva histórica bastante interessante sobre os principais fatos que marcaram esta rebelião, julgo que a autora é bem sucedida na criação do ambiente adequado para a cidade de Londres e na descrição das condições bastante precárias das prisões da altura. Tudo isto demonstra que Barbara Kyle se documentou bem em termos históricos, enriquecendo ainda mais o livro. As minhas reticências prendem-se mais com o desenvolvimento das personagens e do próprio enredo. As primeiras parecem mais ou menos estereotipadas (talvez com exceção de Carlos) e as situações apresentam por vezes um elevado grau de previsibilidade, o que só por si não é mau.
Recomendo.

















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