UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

LIVRO: A Dama de Espadas - Título Original: The Queen of Spades (Tradução de José Marinho)


Category:Books
Genre: Literature & Fiction
Author:Alexander Pushkin

Sinopse: A velha condessa Ana Fédotovna, na sua juventude apelidade de Vênus Moscovita, esconde um segredo... um segredo que pode tornar qualquer homem milionário ou destruir-lhe a vida. Numa noite longa, durante um jogo de cartas, Tomski, o neto da condessa, confidencia aos amigos parte do segredo da avó. Mas, entre eles está o ambicioso Hermann, rapaz sem escrúpulos que vai tentar descobrir o segredo para se tornar no homem mais rico do mundo. Pelo meio, não hesitará em levar quase à loucura Lisavete Ivanovna, a singela dama de companhia da condessa.

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A Dama de Espadas é um conto do escritor russo Alexander Pushkin, considerado por muitos o nome maior da poesia russa e fundador da literatura russa moderna. Nunca tinha lido nada de sua autoria e o meu conhecimento em relação a literatura russa não é grande, apesar de conhecer o texto de alguns escritores russos.

Este conto centra-se num segredo detido por uma velha condessa, que promete fazer com que quem o conheça enriqueça desmesuradamente, pois permitiria vencer facilmente jogos de cartas que envolviam grandes quantidades de dinheiro, e logo enriquecer o seu detentor. Durante um desses jogos de cartas, no qual participava o neto da velha condessa, este decide contar aos companheiros que a avó está na posse desse segredo, mas não o revelou a ninguém. Hermann, um jovem ambicioso que durante os jogos de cartas se limitiva a ver os companheiros jogar, por falta de dinheiro para investir, decide tentar chegar à velha condessa e obrigá-la a revelhar-lhe o seu segredo, mesmo que para isso tenha de enganar e magoar a jovem Lisavete, companhia da condessa.

Este é um conto que tem a avareza por tema principal, e apresenta-a, no final de contas, como uma pobre opção de vida. Tratando-de se ficção curta, o desenvolvimento da história e das personagens não é grande, mas ainda assim é possível entrever alguma caracterização da sociedade russa da capital da altura, St. Petersburgo.

Recomendo.

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