UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

A Plantinha do Amor

Hoje, ao acordar,
verifiquei que a plantinha do amor
estava tão murchinha...
resolvi aguar, tirar as folhinhas secas,
acariciar as tenras que nasciam...
Cada uma delas, tão macia.
era uma lembrança, um dia, um momento,
um prazer, uma saudade, uma dor, uma partida,
Coloquei mais adubo.
Quem sabe, assim o amor viceja,
em minha vida, na sua,
e a gente crie a coragem imensa
de se perdoar
de se aceitar e busca ser feliz?
Quem sabe o amor crie raízes fortes
e espalhe alegria, contentamento,
e dê frutos saborosos
e muita cor à vida e
aprendizagem e entendimento!
E, já pensou,
essa plantinha feito uma trepadeira,
subindo, subindo,
trazendo aquele calor ao coração?
Subindo como na História de João
e o Pé de Feijão?
Nossa! Será o Paraíso!
Chegaremos ao céu em plena harmonia
e esqueceremos as desditas,
os ciúmes, as implicâncias
Pediremos a Deus que nos dê bonança
E assustaremos aos menos crédulos...
Eles não conseguem imaginar
que um amor assim delicado e bravo
pode um dia se acalmar
por que não acreditam na perfeição
Nós mostraremos ao mundo
que ficamos cansados, enjoados
de tanta sofreguidão, mas que conseguimos,
vencemos as dificuldades...
Viveremos tranquilos e em união!
(Autor Desconhecido)

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