UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Vôo das Borboletas

Nossos medos são como os dragões
dos contos infantis.
Eles nos aprisionam,
nos mantêm cativos e indefesos,
incapazes de perceber a saída de dentro
do muro de nossa prisão.

É quando ansiamos por
uma interferência
que nos liberte da angústia causada
pelos nossos próprios temores.

Só que, diferente dos contos infantis,
nossa liberdade agora não depende
do cavaleiro salvador.

A solução para conseguí-la está todo
o tempo dentro de nós mesmos.
É preciso apenas que acreditemos
na infinita fonte de poder
que existe dentro
de cada um de nós.

Ao aceitarmos sua existência,
estaremos também adquirindo
a "espada mágica" que nos livrará
da angústia e da opressão.

(Autora: Senhora da Lua)

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