UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

sábado, 7 de julho de 2012

Phoenix

Puxa!


A inspiração adormeceu
Sentimento adoeceu
O silêncio se fez presente
E a tudo calou...

De tão ruim que ficou
Até no hospital se internou
Coração machucado de tanto amor parou!


Foi diagnosticado morte súbita...

Coração apaixonado!

Hoje!
Assim como a Phoenix renasce das cinzas
Um sentimento também renasce mais forte
O de haver sobrevivido à morte
Marcada pelo próprio silêncio. 

(Autor: Coração Cigano)

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