UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Céu de Verão



É como o céu do ano inteiro
Às vezes é nublado
Outras é de brigadeiro
Só sei que reflete no mar

Azul mar

Quando Sol no horizonte
Quando no céu só
Brilha em cores vivas
Transforma o Sol em pó

Sol se esconde ao longe
Entre nuvens brancas
Por entre elas passam raios
Iluminam solitários



O céu de verão é diferente
É como o refrão da canção
Brilha mesmo quando cinza
Coberto em doce sensação

Sol 

(Autor: Jonas Carneiro Silva)

Nenhum comentário: