UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

domingo, 5 de setembro de 2010

Sabedoria Oriental

Quando estamos aborrecidos,
é fácil culpar os outros.
Entretanto, a verdadeira causa
dos nossos sentimentos está dentro de nós.

Por exemplo,
imagine-se como um copo d'agua.
Agora, imagine que os fatos negativos
do passado formam uma sujeira
que se deposita no fundo do copo.

A seguir, pense nos outros como colheres.
Quando alguém se mexe,
a sujeira deixa a água turva.

Pode parecer que foi a colher
que fez isso - mas,
se não houvesse a sujeira,
a água permaneceria transparente,
apesar de tudo.

A chave, portanto,
é localizar sua sujeira
e trabalhar ativamente para removê-la.

(Autor Desconhecido)

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