UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Menino Jesus!



Quando o menino Jesus nasceu, todas as pessoas ficaram
contentes. crianças, homens e mulheres vinham vê-lo trazendo
presentes pobres e ricos Perto do estábulos onde dormia
menino Jesus, num berço de palha, havia três árvores:
uma palmeira, uma oliveira e um pinheiro. Vendo aquela
gente que ia e voltava, passeando embaixo de seus galhos,
as três árvores quiseram também dar alguma coisa ao
menino Jesus. Eu vou dar a minha palma maior e a mais bela
para que ela abane docemente o bebê, disse a palmeira.
- Eu vou apertar minhas olivas, o óleo servirá para amaciar
os seus pézinhos, disse a oliveira.
- E eu? que posso dar perguntou o pinheirinho.
- Você? responderam as outras; você não tem nada para dar.
Suas agulhinhas pontudas poderiam picar o menino Jesus.
O pobre pinheirinho sentiu-se muito infeliz
 e respondeu tristemente:
- É mesmo, vocês tem razão não tenho 
nada para oferecer.
Um anjo que estava ali perto escutou a conversa e teve pena
do pinheirinho, tão humilde, tão triste, que nada podia fazer
porque nada possuía. O lindo anjinho olhou para auto e
chamou-as. No mesmo instante, elas desceram com boa vontade
e foram colocar-se sobre os ramos do modesto pinheirinho que
ficou todo iluminado! Lá no bercinho, dentro do estábulo,
os olhos do menino Jesus brilhavam ao verem aquela árvore
tão linda! É por isso que as pessoas, até hoje, enfeitam com
luzes o pinheiro na véspera do Natal.

(Autor Desconhecido)

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