UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O Valor e a Importância da Santa Ceia para a Igreja de Cristo


A Importância da Santa Ceia para a Igreja de Cristo: A Ceia do Senhor Jesus, é uma das Festas mais solene da Igreja, de muitíssima importância. A sua importância relaciona-se com o passado, o presente e futuro.

Sua importância no Passado:
É um ato «memorial» (gr. anamnesis) da morte de Cristo no Calvário, para nos remir da condenação (Luc 22.19; 1 Cor 11.24-26). «...Fazei isto em memória de mim...». Este é um importante elemento na Ceia do Senhor Jesus. Trata-se de uma memorial em face de tudo quanto Cristo foi e fez pelos homens, sobre tudo em sua expiação. Umas das funções da Ceia do Senhor Jesus é de fazer-nos lembrar a redenção que possuímos através de Cristo, que estende potencialmente a todos os homens, tal como a páscoa levou a nação de Israel a lembrar-se de sua redenção da servidão no Egito.

Na celebração da Santa Ceia, as nossas mentes se voltam para o Calvário, relembrando do Sacrifício de Jesus, em nosso favor. Embora, que em todo tempo devemos lembrar-nos deste Santo Sacrifício, todavia, temos um dia especifico e oportuno para esta comemoração e meditação. É também um ato de «ação de graças» (do grego eucharistia) pelos benefícios provenientes do sacrifício de Jesus Cristo (Mt 26.27,28; Marc 14.23; Luc 22.19). «...Fazei isto...», isto é, «repeti este rito memorial, em lembrança de minha pessoa». Cumpre-nos relembrar tudo quanto Cristo fez em prol da humanidade, na redenção e na esperança que Ele nos trouxe; não permitamos que a sua vida seja vã para conosco, reconheçamos a importância da mesma. Tudo isso devemos perenemente relembrar.

A ordenança sobre o elemento «memorial» da Ceia do Senhor Jesus, é levada a efeito para mostrar Cristo aos homens, para conservá-lo na lembrança dos crentes, e, sobretudo para relembra a «morte» de Cristo. É importante conservar o seu sacrifício expiatório perante os olhos dos homens. Este «memorial» entrou em vigor desde que Cristo encerrou a última refeição pascal com os seus discípulos, até à sua vinda. Por conseguinte, a Ceia do Senhor Jesus é uma forma especial de «ação de graças», pelo dom inefável de Jesus Cristo, o Redentor de todos os homens.

Sua importância no Presente:

A Santa Ceia expressa a nossa «comunhão» (do grego koinonia) com Cristo e, de nossa participação nos benefícios oriundos da Sua morte sacrificial e ao mesmo tempo expressa a nossa «comunhão» com os demais membros do Corpo de Cristo (1Cor 10.16,17). A Santa Ceia, a mesa do Senhor Jesus é o lugar onde Cristo, o hospedeiro, se encontra com os remidos, é a mesa onde os dons preciosíssimos são dados e recebidos. É o lugar onde Cristo se identifica com a necessidade humana, a verdadeira necessidade, a necessidade da alma. A Santa Ceia é o símbolo da nossa união com Cristo. É o sinal externo e visível de uma graça interna e invisível.

A Santa Ceia é uma festa de «ação de graças» onde rompemos em louvor a Cristo. Lembre-nos que a Mesa é do Senhor Jesus, Ele é quem nos convida a participar deste ato glorioso, foi Ele que se ofereceu e se entregou por nós, o convite é de Cristo, o hospedeiro, nós somos os seus convidados. Que glorioso é saber que Cristo não está ausente, mas presente conosco, de uma forma tão tremenda, que d’Ele participamos, ao comermos do pão e bebermos do suco da videira, os elementos que representam essa comunhão.

Sua importância no Futuro:
A Santa Ceia é um ato que antevê a volta iminente de Jesus Cristo para arrebatar a Sua Igreja e, um antegozo em podermos participar com Cristo, na Ceia das Bodas do Cordeiro (esta Ceia não é literal, mas figurada, espiritual, mística, pois lá (no reino celestial) não existe nem pão e nem suco de uva, (Lc 22.17,18,30; Ap 19.9). Uma das expectações de Paulo com relação à vinda de Cristo era a comemoração da Ceia do Senhor Jesus, quando esperançoso ele disse aos coríntios: «Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha» (1 Cor 11.26).

«...anunciais a morte do Senhor, até que ele venha». Cristo foi arrebatado de nós em sua presença física. Mas até mesmo essa sua presença física nos será restaurada. Paulo vivia na expectação diária desse acontecimento, visto que não esperava o grande intervalo da era da Igreja, que já se prolonga por quase vinte séculos. Mediante a adição destas palavras, ele determinou a prática contínua da ordenança da Ceia do Senhor, até a restauração da presença visível do Senhor Jesus.

Isso ensina a «perpetuidade» desse rito; e vai de encontro à interpretação dos «hiperdispencionistas», os quais ensinam que o batismo em água e Ceia do Senhor Jesus não tinha por intuito fazer parte das atividades permanentes da era da Igreja, mas antes, que deveriam ser eliminados, como sucedeu a todos os ritos e cerimônias, a fim de que a pura graça reinasse sem quaisquer ordenanças que simbolize a fé cristã. Mateus (o único entre os evangelhos sinópticos) concorda com Paulo sobre o sabor escatológico e profético da Santa Ceia (Mt 26.29; 1Cor 11.26). Nela não só exibimos a morte do Senhor Jesus, «até que ele venha», mas também pomo-nos a meditar o sobre o tempo em que ele voltará para celebrar a Sua Santa Comunhão com os que lhe pertence, em seu reino glorioso. Cada celebração da Ceia do Senhor Jesus é uma prelibação e antecipação profética do grande banquete de casamento que está sendo preparado para a Igreja.

As bênçãos e a segurança para aqueles que celebram a Santa Ceia
O Sacrifício de Jesus Cristo e a Santa Ceia estão inseparavelmente ligados. Consideramos que A Ceia do Senhor Jesus é uma «Festa espiritual em torno do Seu Sacrifício» (1Cor 10.14-22). «Em memória de mim...» (Lc 22.19; 1Cor 11.25,26). Visto que o sacrifício de Cristo tem que ser espiritualizado em tantos pontos, a linguagem acerca da Festa em torno de Seu sacrifício é indubitavelmente espiritualizada também, mas não deve ser despida do seu significado. Não participamos de um Cristo meramente físico, mas do Cristo Glorificado, o Deus que se encarnou. O modo pelo qual Cristo se mostra disponível para a nossa participação sobre a terra, hoje em dia, é presumivelmente na qualidade de Espírito Santo (Jo 14.16,17; 1 Cor 3.16).

Semelhantemente, quando Jesus tomou o pão e o vinho (fruto da videira) e deu aos Seus discípulos, dizendo: «Fazei isto em memória de mim», não estava simplesmente a exortá-los para que mantivessem boa comunhão entre si, mas estava transmitindo um rito mediante o qual podiam mostrar em símbolo a Sua Presença Eterna com a Sua Igreja. Assim é que a Igreja tem aceitado o simbolismo das ordenanças; o Batismo em Água e a Ceia do Senhor Jesus. No pão e no vinho (fruto da videira) o adorador recebe mediante a fé, o verdadeiro Corpo e o Sangue de Cristo. Porque celebrar a Santa Ceia é participar de tudo o que Cristo fez por nós.

Nas águas do Batismo simbolicamente significa a identificação da pessoa com Jesus Cristo na Sua morte, sepultamento e ressurreição e também o seu ingresso no Corpo de Cristo, externando que a pessoa é Igreja de Cristo (Rom 6.3-5; Col 2.12). Com essas ações a Igreja simboliza sua fé; mediante disto, as ordenanças não são apenas ilustrações, «mas também canais prescritos para a recepção da graça Divina» Enquanto estamos neste mundo, as ordenanças e os símbolos são necessários. Somente um espírito desencarnado é que pode ignorar estes fatos. O cristianismo é uma religião espiritual e mística, mas, todavia, que tem os seus símbolos, que representam a verdade acerca do Cristianismo.

Por isto, ao celebrarmos a Ceia do Senhor Jesus de modo correto e ordeiro, conforme os principio bíblicos, observando todo o estatuto para dela participarmos, podemos assegurar:

A) A Nossa genuína comunhão com Jesus Cristo: Ao participarmos da Santa Ceia estamos garantindo a nossa comunhão com Cristo, a Cabeça da Igreja. Afinal fomos chamados à comunhão com Jesus Cristo e através da Santa Ceia, ao participar-se dela é que nós demonstramos e provamos esta comunhão. A nossa comunhão com Cristo só é assegurada quando participamos do Seu Corpo e do Seu Sangue, quem não participa do Seu Corpo e do Seu Sangue não está em comunhão com Ele e, não tem a Vida Eterna (João 6.53–58). Ao celebrarmos da Santa Ceia, participamos da alegria, da vida, dos sofrimentos e da Glória de Jesus Cristo (2 Cor 1.3-7; 1 Ped 4.12-14). Afinal vivemos e participamos de Cristo (2 Cor 5.15). Cristo não é apenas o organizador da festa; Ele é a própria festa.
B) Nossa participação nos benefícios provindos do Sacrifício de Jesus Cristo: Na participação do Corpo e do Sangue de Cristo, demonstramos (tanto internamente como externamente) que seriamente temos aceitado o Sacrifício de Cristo e, que pela fé, assim fazendo, estamos compartilhando de todos os Benefícios oriundos daquEle Santo Sacrifício (Rom 3.24,25; 4.25; 5.6-21; 1 Cor 5.7; 10.16; Ef 1.5,7; 2.13; Cl 1.20; Heb 9-10; 1Pd 1.18-21; Ap 1.5). Ver o ponto acima.
C) Nossa comunhão com os demais membros do Corpo de Cristo: Primeiro é preciso termos comunhão com Cristo, a Cabeça do Corpo, mas também se faz necessário em ter comunhão como os demais membros do corpo de Cristo, a Sua Igreja (Atos 2.42: Filip 1.22; Col 1.18; 1 João 1.7). Ao celebrarmos a Santa Ceia de Cristo comprovamos a nossa «unidade espiritual» em Cristo Jesus e, que compartilhamos dos mesmos propósitos, da mesma fé, do mesmo amor, da mesma Palavra, das mesmas promessas, da mesma pureza e da esperança futura com Cristo na Sua Glória (João 17.21; Atos 20.34-38; Rom 12.5,10-20; 1 Cor 10.17; 12.12-27; Gál 3.28; Efés 4.13; 2 Tim 2.3). A Santa Ceia reúne todos os comprometidos com Cristo em torno dEle, pois está Presente conosco. Ninguém pode dizer que está em comunhão com Jesus Cristo e conosco se não participar do Seu Corpo e do Seu Sangue (João 6.53-58).

Ao Celebrarmos a Santa Ceia, estamos assegurando o nosso Arrebatamento para o céu: Alguém pode chegar a pensar que o arrebatamento da Igreja e a Ceia do Senhor Jesus são casos distintos, ou que o arrebatamento independe da celebração da Santa Ceia de Cristo. Todavia, aqueles que não participam da Santa Ceia de Cristo ou participam indignamente, podem estar preparados para o arrebatamento da Igreja de Cristo?
a) Como estão preparados se não estão em comunhão com Cristo e com a Sua Igreja!
b) Se não estão discernindo o Corpo e o Sangue de Cristo, nos elementos da Santa Ceia!
c) Não estão participando dos benefícios oriundos do Sacrifício de Jesus Cristo!
d) Se não estão em santificação! Por isso, dissemos com precisão, aqueles que comem o pão e o cálice do Senhor Jesus, conforme o estatuto contido nestes ensinamentos estão preparados para a qualquer momento serem arrebatados (Sl 24.3-5; Mt 5.8; Col 2.10; Heb 12.14; 1Cor 11.29). Por conseguinte, a Ceia do Senhor Jesus é o nosso «alimento e bebida espiritual» que satisfaz os anseios da nossa alma, significando participação no Cristo ressuscitado, garantindo-nos a Vida Eterna (João 6.32-32,48-58).

Não podemos esquecer, que o simbolismo da Santa Ceia expressa a realidade espiritual e mística, da nossa participação no Sangue e no Corpo de Cristo. Sem essa participação espiritual e mística (contato genuíno), simbolizada pelo pão e pelo suco de uva, não temos qualquer garantia de salvação.

(Autor Desconhecido)

Pai Nosso da Quaresma

Para ser rezado todos os dias em um horário quadrante (6h, 9h, 12h, 15h, 18h, 21h) durante a Quaresma 2010:

Pai Nosso ó Grande Criador Cósmico Divino,
Que vossa Luz irradie e vibre,
e acima de tudo amacie os corações de todos os Seres na Terra agora.
Que possais esculpir novos espaços
dentro de cada um de nós, com a vossa "Presença".
Que possais preencher com criatividade
tudo aquilo que nós somos.

Que possais fortalecer a nossa Mente Crística
para que possamos prover o fruto da nossa Missão
ao mundo neste momento de Quaresma.
Que nós possamos agir de acordo com os frutos
da Vossa Consciência, de acordo com o
Desejo Maior da nossa Presença "EU SOU".

Que todos possamos ser providos
com a "Grande Sabedoria Infinita".
Que todos possamos compartilhar em cada ser
as necessidades que crescem e florescem em todos corações.
"Pai", ajudai-nos durante esta Quaresma
a desfazermos os nós de todos
os fios emaranhados do nosso destino.
Ajudai-nos mais uma vez unir os nossos corações na verdade.

Que possamos libertar outras pessoas ou manifestações
que não mais pertencem às nossas vidas.
Que possamos libertar fios que estejam
presos por enganos passados.
Que vidas passadas sejam perdoadas,
e que nesta Quaresma do Ano 2010,
todos possamos vibrar na "Energia da Luz".

"Pai Crístico" que possamos não mais ser seduzidos
pelas energias que nos distanciam da Luz e de
nossa "Natureza Divina", mas que possamos Iluminar
as oportunidades do momento presente ,
assim atraindo o potencial da Co-Criação
de uma nova vida em nós agora.

Vós, o Grande Círculo da Eternidade,
Ó Grande Abundância Infinita, que possamos refletir Vosso Poder,
a Grande Forma da Criação, a Grande Realização,
e que juntos possamos nos unir para que possamos todos formar
a Unidade no Ciclo Crístico da vida uma vez mais.

(Autor Desconhecido)

Oração da Santa Cruz

Deus te salve, Santa Cruz, onde Cristo foi crucificado
e onde me penitencio da minha vida de pecados,
benzendo-me com o sinal da cruz (fazer o sinal da cruz).

Santa e Sagrada Cruz onde Cristo foi crucificado,
ampara-me e salva-me dos pecados mortais,
das presas dos bichos, das flechas dos índios,
dos naufrágios e das febres,
do poder do demônio, do inferno,
das chamas do purgatório
e do poder dos meus inimigos materiais e espirituais.

Livra-me Santa Cruz das guerras e da morte violenta,
das pestes, das dores e das humilhações,
dos acidentes e dos suplícios,
dos sofrimentos físicos e espirituais,
de todas as doenças e das aflições e tormentos,
em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
(fazer de novo o sinal da cruz).

Guarda-me, Santa Cruz,
na hóstia santa e consagrada,
no cálice bento,
no manto da virgem e no sudário de Cristo
para que nenhum raio ou veneno me atinjam,
nenhum instrumento ou animal me ofendam,
nenhum olho me afete ou faça mal,
nenhum ferro ou aço, ou bala me corte as carnes.

Santa Cruz, onde Cristo foi crucificado
e onde escorreu seu santo sangue,
pela última lágrima de Seu corpo,
pelo último suspiro do seu corpo,
que todos os meus pecados e crimes
sejam perdoados e que nenhum braço me tolha,
nem laço me prenda, nem ferro me detenha.

Toda a chaga em meu corpo
será curada pelo poder do sangue de Cristo,
escorrido em ti, Santa Cruz.
Todo o mal que se aproximar de mim será crucificado em ti,
como Cristo o foi.
Toda maldade contra mim será enterrada a seus pés.

Encanta-me, Santa Cruz,
pelo poder de Jesus Cristo,
para que eu seja protegido
contra todo poder
e a força da justiça esteja do meu lado.
Para que eu seja salvo da morte e da desgraça,
para que prisões não me segurem
e para que a sorte seja minha companheira.

Contigo, em Cristo e na Glória do Pai
eu andarei e me salvarei,
serei procurado, mas não serei achado,
serei caçado, mas não serei ferido,
serei alvo, mas não serei caça.
Quando me procurarem na terra,
estarei no ar.
Quando me quiserem no ar,
me esconderei na água.
Quando me buscarem na água,
estarei me aquecendo ao fogo santo da Santa Cruz,
na Glória de Deus Pai Todo-poderoso,
do Filho e do Espírito Santo.

Amém.

Oração para Quinta-Feira Santa





Vós partireis dentro de poucas horas, mas não Vos esquecestes de nós e não nos deixareis órfãos.

Com gestos singelos e carregados de grande simbolismo Vos despedistes de nós.

E hoje, Convosco, celebramos Vosso adeus a todos nós!

Deixai-nos recordar em Vossa presença estes gestos carregados de tão grande amor.

O gesto do "Lava-pés"

Senhor, quantas vezes dissestes que o segredo da Vossa vida estava no serviço desinteressado que Deus presta aos seres humanos que criou. Deus ajoelhado diante de meus pés!
Dá-me vontade, Senhor, de repetir como Pedro: "Jamais me lavarás os pés!".
Mas, Senhor compreende a grandeza e a importância deste gesto: "Se Tu não te lavar, não terás parte comigo!".
Compreendo então, Senhor, que deveis lavar-me.
E compreendo também de que lavação se trata. Não é com água que me desejais lavar, é com Vosso Sangue!
Compreendo finalmente, bom Jesus, que esta purificação se inicie no dia do meu batismo e se prolonga por toda a minha vida, através de Eucaristia que recebo.

Gesto da "Fração do Pão"


Dizem-nos os Evangelhos Sinóticos, que, nesta noite em que fostes entregue, tomastes um pão de última refeição com os Vossos.
Quantas vezes Vos sentastes à mesa com grandes pecadores!
Desta vez tomastes o pão, fruto da terra e do trabalho de nós homens e o divinizastes, fazendo que se transformasse em Vós.
Tomou em Cálice com Vinho, ele também fruto do labor humano e o transformastes no Vosso sangue por nós derramado!
Senhor, quantas vezes Vos comungueis em Vosso sacrifício!
Mas, nesta noite, Vos suplico: Comungai-me também!
Fazei com que se realize entre nós aquela misteriosa simbiose que define todo verdadeiro e grande Amor: que eu seja Tu e que Tu sejas eu!
Gesto da instituição do Sacerdócio Católico: "Fazei isto em memória de mim".

Senhor sempre venerou Vossos ministros que 
sacramentalmente prolongam nas nossas comunidades 
Vossa presença de guia e Pastor.
Aprendi também que existe uma analogia entre Pão 
e Vinho transformados em Vós e os Vossos ministros 
que sacramentalmente se transformam em Vós!
Sei que a única diferença entre essas duas, "transubstanciações" esta no seguinte: enquanto Pão e Vinho cessam de serem tais, dissolvem-se em Vós nossos Sacerdotes, embora prolonguem nossa presença no meio de nós,
não perdem suas entidades e personalidades!

Senhor, nesta noite de adeus, desejo sinceramente agradecer-Vos por Vossos ministros.

E não excluo de minha gratidão nem mesmo aqueles que, tendo suas lanternas tão sujas, são incapazes de difundir a verdadeira Luz que sois Vós.

Gesto, finalmente, do amor fraterno e desinteressado.

Obrigado, Senhor, por ter eu experimentado em minha vida alguns gestos desinteressados!
Hoje compreendo que estáveis Vós por detrás de todos eles!

Senhor, numa sociedade pós-cristã e secularizada; numa sociedade em que os crucifixos desaparecem sistematicamente dos lugares públicos, numa sociedade que não conhece mais a batina ou o hábito religioso, embora o foulard islâmico seja sinal de forte pertença religiosa muçulmana, numa sociedade enfim, onde nada mais fala de Vós, nosso gesto cristão há de falar ainda.

Talvez não tanto a linguagem do catecismo - ela faz tanta falta - 
mas a linguagem do Amor.
Possa eu compreender, Senhor, nesta quinta-feira Santa, que esta linguagem será sempre atual; poucos a ela resistirão por longo tempo.

E já seremos bem-aventurados, porque- são palavras Vossas que soam hoje em meus ouvidos- "Há mais alegria em dar do que em receber?".


"Amém!"


(Autor Desconhecido)

Quinta Feira Santa - Instituição do Sacramento da Eucaristia

Santa Ceia

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha.
(I Cor.11:26)

Aspectos presentes na Santa Ceia do Senhor:

A CELEBRAÇÃO – "Fazei isto em memória de mim".

A Ceia do Senhor trata-se de um memorial no qual recordamos que Cristo morreu para nos libertar dos pecados. Ele se deu por nós e, assim, a Ceia representa a vitória de Cristo para nossas vidas (João 3:16; João 4:14; João 10:10;Gálatas 3:22;I Coríntios 15:57; Romanos 8:32-39;Efésios 1:3); e, porque Ele morreu, nós vencemos. "Por que recordar a sua morte mais do que qualquer outro evento de sua vida? Porque a sua morte foi o evento culminante de seu ministério e porque somos salvos, não meramente por sua vida e seus ensinos, embora sejam divinos, mas por seu sacrifício expiatório."
(Apostila Doutrinas Bíblicas, por Rev. Cairo Marques e Rev. Nelson Oliveira Prestes, Editora e Publicadora Quadrangular, 1996).

A ALIANÇA – A Santa Ceia fala da Nova Aliança instituída por Jesus no seu sangue.

Jesus Cristo derramou seu sangue para fazer conosco um pacto, uma aliança.
(Hebreus 9:14,15 e 28; I Coríntios 11:25).

A ORDENANÇA – A Ceia do Senhor trata-se de uma ordenança que o Senhor Jesus deixou para ser cumprida pela sua Igreja. Jesus diz "...fazei isto em memória de mim.
(I Coríntios 11:24-25).

O TESTEMUNHO – A Ceia trata-se não apenas de uma recordação, mas, ainda, de um testemunho, pois anunciamos a sua morte ('...anunciais a morte do Senhor...") e a sua volta ("...até que venha".). Sua morte nos reconciliou com Deus, e a sua volta nos coroará de glória, por meio da nossa redenção.
(I Coríntios 11:26; Romanos 5:10; Efésios 4:30).

O SIMBOLISMO – Na celebração da Santa Ceia usamos dois elementos simbólicos: o pão, que simboliza o corpo de Cristo partido por nós; o fruto da vinha, que simboliza o sangue de Cristo derramado por nós na cruz. Devemos sempre ter em mente que, no ato da Santa Ceia, o pão é pão mesmo e o suco da vinha é suco mesmo. Estes dois elementos foram escolhidos para símbolos pelo próprio Senhor Jesus.
(Lucas 22:15-20).

O DISCERNIMENTO – Existe, nesta celebração, a necessidade de realizarmos um breve exame de consciência sobre a nossa comunhão com o Senhor Jesus:
- Faço parte do corpo de Cristo?
- Tenho comunhão tal que deseje a sua volta a ponto de testemunhar isso?
- Há pecados não confessados que me impeçam de apreciar claramente o significado daqueles elementos ou de me apresentar com a devida reverência diante do Senhor?
(I Coríntios 11:28-29).

Quando realizar a Ceia do Senhor?

A Bíblia não explicita periodicidade para a realização da Ceia do Senhor. As igrejas evangélicas, de um modo geral, tradicionalmente, realizam-na uma vez por mês.

Para quem é a Santa Ceia?

Para os membros do corpo de Cristo, ou seja, seus discípulos. Somos nós, os discípulos de Cristo, quem temos de trazer à memória a morte do Senhor e testemunhar sobre sua morte e sua volta. Quem não faz parte do corpo de Cristo, não discerne o corpo do Senhor partido na cruz, ou seja, a dimensão do seu sacrifício.
(I Coríntios 2:14; I Coríntios 11:29;Efésios 3:17-18).

Há necessidade de ser batizado nas águas para participar da Ceia do Senhor?

A Bíblia não diz nada sobre a necessidade de ser batizado para participar desta celebração. O que podemos dizer é que a pessoa que passou pelo batismo já declarou publicamente sua fé em Cristo e sua entrega à obediência a Cristo. Mas, se você confessou a Cristo como seu Senhor e Salvador, deseja ter um compromisso sério com Ele e com sua Igreja na terra, só está aguardando a primeira oportunidade para se batizar nas águas, em obediência à Palavra de Deus e já fez seu exame de consciência, você está apto para participar da mesa do Senhor.
Durante a Ceia, costuma-se esperar que todos estejam prontos para celebrar juntos. (I Coríntios 11:33).

Exemplos de ministração da Ceia do Senhor na Bíblia: Atos 2:42; Atos 20:7, 11.

(Autor Desconhecido)