UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Fale-me do Natal


Desse natal nada eu pedi,
E tudo aconteceu naturalmente como uma bênção,
Onde não exigi, simplesmente deixei
 o ano percorrer o seu trajeto normalmente.
Como à  um leito de rio infinito  
qualquer que segue o seu caminho.
Simplesmente decidi falar de natal,
Do natal da paz e da esperança.
Do natal da solidariedade e amor ao próximo,
Do natal de amor e alegria junto à família.
Do natal das cores que harmoniza a vida.
nesse natal decidi pedir nada de tão especial,
Ao não ser saúde, paz e vida,
E em está perto daqueles que
 valorizam sem rancor o próximo,
E  vou estender no coração o lenço 
da paz para todas as famílias,
Nesse natal não quero nada incomum,
Quero ver e esta em  cada lar entre enfermos 
 e observando estando bem contigo mesmo,
E com quem passa algum momento nada bem na vida.
Fale-me o que espera no natal,
Espero você sendo feliz mais ainda que ontem.
E o dobro hoje junto aquele alguém que tanto ama,
Hum amigo ou  amiga que festeja 
o milagre da vida estando ao seu lado.
Que esse natal seja assim.
Um falar de amor,
Um falar em harmonia,
Um falar junto a noite natalina 
entre abraços e afagos junto à família.
Feliz Natal a Você e a sua vida.
(Autor: Edigar da Cruz)

Natal



Ah, se os homens compreendessem,
o sentido real do Natal,
se todos se amassem com igualdade,
tivessem o amor, a caridade,
o mundo não seria tão desigual.

Natal, é quando você ora,
quando dobra os joelhos e chora,
as lágrimas do seu irmão,
que passa por você e mendiga,
um teto, um pedaço de pão.

Natal, é nascer todo dia,
é doar-se em gestos de amor,
é ser o sol que aquece,
ao irmão que adormece,
sem teto e sem cobertor.

Natal, é ser o acalento,
da criancinha faminta,
que lhe estende a mão,
com os olhos marejados,
ela suplica calada,
um pouco do seu amor.

O Natal, é todo dia,
quando se dá alegria,
quando você é uma luz,
iluminando os caminhos,
de todos os seus irmãos.

Natal, é viver plenamente,
em comunhão com Jesus,
Natal, é ajudar seu irmão,
à carregar sua cruz,
esse é o Natal verdadeiro,
é esse, o Natal de Jesus.

(Autora: Socorrinho Castro)

Natal somos Nós



Natal somos nós quando decidimos nascer de novo,
 a cada dia, nos transformando.

Somos o pinheiro de natal quando resistimos 
vigorosamente aos tropeços da caminhada.

Somos os enfeites de natal quando nossas virtudes,
 nossos atos, são cores que adornam.

Somos os sinos do natal quando chamamos, 
congregamos e procuramos unir.

Somos luzes do natal quando 
simplificamos e damos soluções.

 Somos presépios do natal quando nos tomamos 
pobres para enriquecer a todos.

Somos os anjos do natal quando cantamos 
ao mundo o amor e a alegria.

Somos os pastores de natal quando enchemos 
nossos corações vazios com Aquele que tudo tem.

Somos estrelas do natal quando
 conduzimos alguém ao Senhor

 Somos os Reis Magos quando damos o que 
temos de melhor, não importando a quem.

Somos as velas do natal quando 
distribuímos harmonia por onde passamos

Somos Papai Noel quando criamos
 lindos sonhos nas mentes infantis.

 Somos os presentes de natal quando 
somos verdadeiros amigos para todos.

 Somos cartões de natal quando 
a bondade está escrita em nossas mãos.

Somos as missas do natal quando
 nos tomamos louvor, oferenda e comunhão.

Somos as ceias do natal quando saciamos de pão, 
de esperança, qualquer pobre do nosso lado.

Somos as festas de natal quando 
nos despimos do luto e vestimos a gala.

Somos sim, a Noite Feliz do Natal, 
quando humildemente e conscientemente, 
mesmo sem símbolos e aparatos, 
sorrimos com confiança e ternura na
 contemplação interior de um natal perene 
que estabelece seu Reino em nós.

(Autor Desconhecido)