

UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA
Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.
Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.
Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]
(Autor: Fernando Pessoa)
Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.
Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.
Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]
(Autor: Fernando Pessoa)

quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Imaginário
A branca, a negra, a amarela, enfim, a união.
Onde todos possam ter uma própria opinião,
E dar as mãos acompanhando a revolução.
Imagine um mundo tranqüilo de viver.
Onde a harmonia prevaleça em nosso ser.
Onde exista uma corrente de fé inabalável,
E o homem seja alguém mais maleável.
Imagine um mundo sem o preconceito.
Onde todos possam viver com respeito.
Onde as pessoas possam ser quem são,
E não haja nenhum ódio no coração.
O primeiro passo para existir é imaginar.
O segundo é nunca se esquecer de que
Querer fazer é poder fazer, basta acreditar.
(Autor: Davi Drummond)
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