UMA NÉVOA DE OUTONO O AR RARO VELA

Uma névoa de Outono o ar raro vela,
Cores de meia-cor pairam no céu.
O que indistintamente se revela,
Árvores, casas, montes, nada é meu.

Sim, vejo-o, e pela vista sou seu dono.
Sim, sinto-o eu pelo coração, o como.
Mas entre mim e ver há um grande sono.
De sentir é só a janela a que eu assomo.

Amanhã, se estiver um dia igual,
Mas se for outro, porque é amanhã,
Terei outra verdade, universal,
E será como esta [...]

(Autor: Fernando Pessoa)

  

  

 

 


 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Oração aos Reis Magos!



Oh! admiráveis e fascinantes personagens,
Oh! maravilhosos e misteriosos
portadores de esperança,
Oh! aventureiros da fé,
que tudo deixastes para seguir
a luz radiosa que vos assinalava o caminho!

Vós nos ensinais a acreditar,
a ter ideais,
a olhar para o alto,
a ver mais longe,
a esperar a luz.
Encontrastes a estrela que vos guiou na viagem,
uma luz nova, diferente, mais resplandecente,
uma luz especial, mais brilhante.
Encontrastes a Luz que é Cristo.

O vosso exemplo e a vossa atitude fortalecem-nos
diante das dificuldades
e dos obstáculos.
Que a luz que vos guiou
ilumine todos os povos,
ilumine todos os homens e mulheres,
ilumine os nossos corações.
Que os caminhos por onde andamos
sejam novos e cheios de bondade e de paz.
Amém!

(Autor: Desconhecido)

domingo, 3 de janeiro de 2010

Dia de Reis - 06 de Janeiro!

Os Reis Magos foram homens que guiados por uma estrela conseguiram visitar Jesus logo após seu nascimento. Reconhecidos como Baltasar, rei da Arábia de cor negra, Melchior, rei da Pérsia de cor clara e Gaspar, rei da Índia de cor amarela, representam os povos de toda cor e nação. Traziam consigo presentes a Jesus que tinham um significado especial:
- O ouro representava nobreza e era presente oferecido apenas para reis;
- O incenso representava a fé e era presente oferecido apenas para sacerdotes;
- A mirra representava perfume suave e sacrifício e era presente oferecido a profetas.
Na simbologia, os reis magos também representavam os ricos e poderosos que apesar de suas posses e conquistas se curvaram a Jesus, homem humilde que nasceu de um ventre virgem em uma estrebaria rodeada de animais mostrando que todos nós nascemos para servir o próximo independente de etnia e classe social.

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Das figuras bíblicas mais intimamente ligadas à tradição religiosa do povo destacam-se os Reis Magos, ou melhor, os Santos Reis uma vez que a hagiologia romana considera-os bem aventurados. O simbolismo dos Reis Magos é amplo e emprestam-lhes os exegetas as mais diversas interpretações. Estão ligados intimamente às festas do Natal e deles nasceu, praticamente, a tradição do Papai Noel, pois os presentes dados nessa ocasião reproduzem que os magos do Oriente, depois de cumprida a rota que lhes indicava a estrela de Belém, prestaram a Jesus na gruta onde ele nascera. As referências bíblicas são vagas e o episódio quase passa despercebido dos evangelistas, mas as contribuições da tradição patriática são muitas e, como elas têm força de fé e verdade, nelas devemos buscar grande parte das coisas que se contam dos santos Belchior, Gaspar e Baltazar já referidos pelos profetas do Velho Testamento, que vaticinavam a homenagem dos Reis ao humilde filho de Davi que deveria nascer em Belém. De onde vieram e o que buscavam, pouca gente sabe. Vinham do Oriente e Baltazar, o mago negro talvez viesse de Sabá (terra misteriosa que seria o sul da Península Arábica ou, como querem os etíopes, a Abissínia). Simbolizam também as três unicas raças bíblicas, isso é, os semitas, jafetitas e camitas. Uma homenagem, pois, de todos os homens da Terra ao Rei dos Reis. Eram magos, isto é, astrólogos e não feiticeiros. Naquele tempo a palavra mago tinha esse sentido, confundindo-se também com os termos sábio e filósofo. Eles prescrutavam o firmamento e sentiram-se chocados com a presença de um novo astro e, cada um deles, deixando suas terras depois de consultar seus pergaminhos e papiros cheios de palavras mágicas e fórmulas secretas, teve a revelação de que havia nascido o novo Rei de Judá e, que ele, como soberano, deveria, também, prestar seu preito ao menino que seria o monarca de todos os povos, embora o seu Reino não fosse deste mundo.

O simbolismo dos presentes

Conta ainda a tradição que, ao chegar a Canaã, indagaram os Magos onde havia nascido o novo Rei de Judá. Essa pergunta preocupou Herodes, que hoje seria considerado um quisting a serviço dos romanos, e que reinava na Judéia.
Os representantes do Império preocupavam-se com o aparecimento de um novo líder do povo de Israel. A revolta dos macabeus ainda não fora esquecida e o povo oprimido esperava, ansioso, pela vinda do Messias que iria libertar o Povo de Deus e cumprir a palavra do salmista: "Disse o Senhor ao meu Senhor — senta-te à minha direita até que ponho os teus amigos como escarbelo aos teus pés".
Os magos procuram — conforme conselho de Herodes — o novo Rei para render-lhe homenagem e para informar o representante romano do lugar onde nascera o Messias a fim de, com falso preito, sequestrá-lo.
No presépio encontramos apenas os animais e os pastores e, inspirados pelo Espírito Santo, curvaram-se diante do filho do carpinteiro de Nazaré e depositaram, ao pé da mangedoura que lhe servia de berço, os presentes: ouro, incenso e mirra, isto é prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei, e grão de areia que cresceria e derrubaria o ídolo de pés de barro (símbolo das grandes potências que se sucederam no domínio do mundo), do sonho de Nabucodonosor decifrado pelo profeta Daniel.

Símbolos da humildade

Na tradição cristã os três Reis Magos simbolizavam os poderosos que deveriam curvar-se diante dos humildes na repetição real do canto da Virgem Maria à sua prima Isabel, e "Magnificat", pois sua alma rejubilava-se no Senhor, que exaltaria os pequenos de Israel e humilharia os poderosos.
A igreja cultua os Reis Magos dentro desse simbolismo. Representam os tronos, os potentados, os senhores da Terra que se curvara diante de Cristo, reconhecendo-lhe a divina realeza. É a busca dos poderosos que vêem em Belchior, Gaspar e Baltazar o exemplo de submissão aos designios de Deus e que devem, como os magos, despojar-se de seus bens e depositá-los aos pés dos demais seres humanos, partilhando sua fortuna como dignos despenseiros de Deus.
Os presentes de Natal também têm esse sentido. São as ofertas dos adultos à criança que com a sua pureza representa Jesus. Alguns, dão a essas festas um sentido mitológico pagão, buscando nas cerimônias dos druidas, dos germânicos ou saturnais romanas a pompa das festas natalinas que culminam com a Epifania.

A Bifana

A palavra epifania, usada também como nome de mulher, deu origem a uma corruptela dialetal do sul da Itália, levada depois a Portugal e Espanha, a Bifana. A Bifana, segundo a lenda, era uma velha que, no dia de Reis, saía pelas ruas da cidades a entregar presentes aos meninos que tivessem sido bons durante o ano que findara. Estava intimamente ligada às tradições dos povos mediterrâneos e mais próxima do significado litúrgico das festas natalícias. Os presentes eram somente dados no dia 06 de Janeiro e nunca antes. Tanto assim é, que nós mesmos, no Brasil, na nossa infância, recebíamos os presentes nesse dia. Depois, com a influência francesa e inglesa em nossas tradições a Epifania ou Bifana foi substituída pelo Papai Noel, a quem muitos estudiosos atribuem uma origem pagã e outros, para disfarçar o sentido comercial da sua presença no dia de Natal, confundem com São Nicolau.

Hoje, o Santos Reis já não são lembrados. O presépio praticamente não existe e só neles é que podemos ver os Magos de Oriente apresentados. A árvore de Natal, pinheiro que os druidas e os feutos enfeitavam para agradar o terrível deus do inverno Hell, substituíria a representação do nascimento de Jesus, introduzida no costume dos povos por São Francisco de Assis. A festa da Epifania, dia de guarda no calendário litúrgico, já não mais é respeitada e com ela desaparecerem outras tradições da nossa gente, trazidas da Peninsula Ibérica pelos nossos antepassados, como a folia de Reis, Reizados e tantos outros autos folclóricos, cultuados em poucas regiões do país.

(Autor: Armando Gimenez)

sábado, 2 de janeiro de 2010

Reis Magos



Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém (Mateus 2, 1-12).

Ignora-se a providência dos Reis Magos, este episódio foi apenas relatado no Evangelho de São Mateus e, mesmo assim, de forma muito resumida e vaga. Só com o passar do tempo, se foram acrescentando detalhes, para se sanarem as lacunas deixadas no Evangelho em relação a esta história.

A designação "Mago" era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos, contudo esta palavra também era usada para designar os astrólogo. Isto fez com que, inicialmente, se pensasse que estes magos eram sábios astrólogos, membros da classe sacerdotal de alguns povos orientais, como os caldeus, os persas e os medos.

Posteriormente, a Igreja atribuiu-lhes o apelido de "Reis", em virtude da aplicação liberal que se lhes fez do Salmo 71,10.

Quanto ao número e nomes dos Reis Magos são tudo suposições sem base histórica, aliás algumas pinturas dos primeiros séculos mostram dois, quatro e até mesmo doze Reis Magos adorando Jesus. Foi uma tradição posterior aos Evangelhos que lhes deu o nome de Baltasar, Gaspar e Belchior (ou Melchior), tendo-se também atribuído a cada um características próprias.

Belchior (ou Melchior) seria o representante da raça branca (européia) e descenderia de Jafé; Gaspar representaria a raça amarela (asiática) e seria descendente de Sem; por fim, Baltasar representaria todos os de raça negra (africana) e descenderia de Cam.
Estavam assim representadas todas as raças bíblicas (e as únicas conhecidas na altura: os semitas, os jafetitas e camitas. Pode então dizer-se que a adoração dos Reis Magos ao Menino Jesus simboliza a homenagem de todos os homens na Terra ao Rei dos Reis, mesmo os representantes do tronos, senhores da Terra, curvam-se perante Cristo, reconhecendo assim a sua divina realeza.

Esta idéia das fiferentes raças só surgiu no século XVI, assim só a partir deste século é que se começou a considerar que Baltasar era negro, de forma a que se pudesse abranger todas as raças.

Nota: Jafé, Sem e Cam são os três filhos de Noé, que segundo o Antigo Testamento representavam as três partes de mundo e as três raças que o povoavam naquele tempo.

Para além desta simbologia, pela cultura a cristã, os Reis Magos simbolizam que os que os poderosos e abastados devem curvar-se perante os humildes, despojando-se dos seus bens e colocando-os aos pés dos demais seres humanos, ou seja, devem partilhar a sua fortuna com os mais pobres.
Também em relação às idades dos Reis Magos tudo são suposições sem nenhuma base histórica. Só no século XV, se fixou que Belchior teria 60 anos, Gaspar estaria com 40 anos e Baltasar 20 anos.

Tem de se ter em atenção que as características físicas e as idades dos Reis Magos variam consoante o autor.

O Dia de Reis celebra-se a 06 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países é no dia 06 de Janeiro que se entregam os presentes.

Ao chegarem ao seu destino, os Reis Magos deram como presentes ao Menino Jesus:

- Ouro (oferecido por Belchior): este representa a Sua nobreza. O ouro simboliza a Sua divindade, Sua perfeição e Sua absoluta pureza. Mas o ouro também nos mostra a finalidade de Sua vinda, isto é, estabelecer o Seu reino divino sobre esta terra. O ouro é mencionado em primeiro lugar porque este é o alvo perfeito e original de Deus.
Melchior pegou a taça de ouro e diz:
"Até hoje somente reis beberam nesta taça. Agora ela será iluminada pela Tua Luz. Aceita o Ouro."

- Incenso (oferecido por Baltazar): representa a divindade de Jesus. O incenso simboliza o aroma da vida de Cristo. Ele agradou a Deus, pois procurava fazer a vontade de Seu Pai: O incenso simboliza a perfeição da vida de Jesus, totalmente sem pecado. Ele, o Filho de Deus, foi o "Cordeiro sem defeito e sem mácula, branco e brilhante, puro e perfeito" (1 Pe 1.19). Em tudo o que Jesus fez e disse, em todos os Seus passos e obras, Ele foi um aroma agradável diante de Seu Pai.Baltazar entregando o incenso disse:
"Criança Divina! Trago-te o incenso do mesmo que era queimado nos rituais sagrados do velho templo da montanha. Abre-nos uma Nova Era."

- Mirra (oferecido por Gaspar): a mirra é uma erva amarga e simbolizava o sofrimento que Cristo enfrentaria na Terra, enquanto salvador da Humanidade, também simbolizava Jesus enquanto homem. A mirra iria simbolizar o seu sacrifício pela humanidade na cruz do calvário. A mirra provém de um arbusto espinhoso de madeira cheirosa. O gosto dela é amargo como fel e dentre outras coisas era usada como anestésico. Antes da crucificação deram a Jesus "vinho com mirra, ele, porém, não tomou". (Mc 15,23) Ele se tornou pecado por nós (2 Co 5,21), e carregou "em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados" (1 Pe 2,24) até as últimas consequências. "Nicodemos, aquele que anteriormente viera ter com Jesus à noite, foi, levando cerca de cem libras de um composto de mirra e aloés. Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com os aromas, como é de uso entre os judeus na preparação para o sepulcro" (Jo 19,39-40). Na sua primeira vinda, Jesus foi como que envolvido por mirra, Ele foi cercado de muitas dores e sofrimentos.
Gaspar ofereceu mirra dizendo:
"Menino da Estrela! Aceita a mirra que nasceu no poço que continha a última água. Sob tua luz a Fonte da Vida vai começar fluir."

Nesse momento, os reis entraram em transe. E viram tudo o que iria acontecer para frente. Ao levantarem-se estavam transformados. Despediram-se dizendo que a estrela estava em seus corações. Ao voltarem tinha decidido descansar no palácio de Herodes, mas um anjo apareceu em seus sonhos, dizendo-lhes para não irem, pois ele queria o mal da Criança. Depois de voltarem para seus países, contando as boas novas para o povo, foram para um retiro espiritual no alto das montanhas.

Assim, os Reis Magos homenagearam Jesus como Rei na Sua realeza (ouro), como Deus na Sua divindade (incenso) e como Homem na Sua humanidade (mirra).

Coloca-se a questão de saber como é que os Reis Magos associaram o aparecimento da Estrela com o Nascimento de Jesus. A verdade é que existem várias teorias, mas não há como saber qual delas é a correta. Uma dessas teorias considera que os Reis Magos descobriram a relação entre o novo astro e o Nascimento de Cristo.

Mais explicações sobre esta questão e outras relacionadas com os Reis Magos são dadas através de textos apócrifos, isto é, textos não reconhecidos pela Igreja.

Contudo estes textos foram, de um modo geral, escritos nos séculos II e III da era cristã, para preencherem lacunas sobre a vida de Jesus e de outras personagens do Novo Testamento, assim objetivo destes era saciar a curiosidade religiosa, transformando o vago em concreto, independentemente da veracidade dos fatos, daí não estarem incluídos nos chamados Livros Canônicos.

Simbologia dos Presentes (Ouro, Incenso e Mirra)

Como já foi dito, o incenso simboliza o sacerdócio, o ouro a realeza e a mirra o sofrimento de Jesus na Terra. Contudo, também se tem entendido que estes produtos simbolizavam as várias idades do Homem: a juventude e fecundidade do trabalhador; a maturidade do guerreiro; e, por fim, a velhice do sacerdote.

O imaginário medieval (época muito propicia à criação de lendas) considera que o incenso, o ouro e a mirra, levados pelos Reis Magos a Jesus, eram provenientes das terras lendário Preste João, que ficavam ao lado do Paraíso Terreno. Esta lenda do Preste João relaciona-se com a idéia de uma Sociedade Ideal, a criação de um Mundo Utópico, um mundo justo, sem carências e sem violências.

Estes três presentes também faziam lembrar o entendimento que n Idade Média se tinha da Santíssima Trindade: o Pai era visto como o sacerdote, o Filho como o rei, e, finalmente, o Espírito Santo como produtor.

(Autor: Desconhecido)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"Onde e Quando... Nasceu Jesus?"

Perguntemos a Maria de Magdala, onde e quando nasceu Jesus.
E ela nos responderá:
Jesus nasceu em Betânia.
Foi certa vez, que a sua voz, tão cheia de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova com a qual até então jamais sonhara.Perguntemos a Francisco de Assis o que ele sabe sobre o nascimento de Jesus.
Ele nos responderá:
- Ele nasceu no dia em que, na praça de Assis entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-Lo incondicionalmente, pois sabia que somente ele
é a fonte inesgotável de amor. Perguntemos a Pedro quando deu o nascimento de Jesus.
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifas, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu o havia negado. Foi nesse instante que acordou
minha consciência para a verdadeira vida.Perguntemos a Paulo de Tarso, quando se deu o nascimento de Jesus.
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu na Estrada de Damasco quando, envolvido por intensa luz que me deixou cego, pude ver a figura nobre e serena que me perguntava: Saulo, Saulo porque me persegue? E na cegueira passei a enxergar um mundo novo quando
eu lhe disse:
- Senhor, o que queres que eu faça?!Perguntemos a Joana de Cusa onde e quando nasceu Jesus.
E ela nos responderá:
- Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar:
- Negue! Negue! E o soldado com a tocha acesa dizendo:
- Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer?
Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer:
- Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo.Perguntemos a Tomé onde e quando nasceu Jesus.
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu naquele dia inesquecível em que ele me pediu para tocar as suas chagas e me foi dado testemunhar que a morte não tinha poder sobre o filho de Deus.
Só então compreendi o sentido de suas palavras:
Eu sou o caminho, a verdade e a vida.Perguntemos à mulher da Samaria o que ela sabe sobre o nascimento de Jesus.
E ela nos responderá:
- Jesus nasceu junto à fonte de Jacob na tarde em que me pediu de beber e me disse:
- Mulher eu posso te dar a água viva que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas.
Naquela tarde soube que Jesus era realmente um profeta de Deus e lhe pedi:
- Senhor, dá-me desta água.Perguntemos a João Batista quando se deu
o nascimento de Jesus.Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que, chegando ao rio Jordão, pediu-me que o batizasse.
E ante a meiguice do Seu olhar e a majestade da Sua figura pude ouvir a mensagem do Alto:
- "Este é o meu Filho Amado, no qual pus a minha complacência!
" Compreendi que chegara o momento de ele crescer e eu diminuir, para a glória de Deus.Perguntemos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus?
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que visitou o meu túmulo e disse:
- Lázaro! Levanta.
Neste momento compreendi finalmente quem Ele era...
A Ressurreição e a Vida!Perguntemos a Judas Iscariotes quando se deu o nascimento de Jesus.
Ele nos responderá:
- Jesus nasceu no instante em que eu assistia ao seu julgamento e a sua condenação.
Compreendi que Jesus estava acima de todos
os tesouros terrenos.Perguntemos a Bezerra de Menezes o que ele sabe sobre
o nascimento de Jesus e ele nos responderá:
Jesus nasceu no dia em que desci as escadas da
Federação Espírita Brasileira e um homem se aproximou dizendo:
- Vim devolver-lhe o abraço que me deste em nome de Maria,
porque renovei minha fé e a confiança em Deus.
Foi naquele instante que percebi a Sua misericórdia
e o Seu imenso amor pelas criaturas.Perguntemos, finalmente, a Maria de Nazaré onde
e quando nasceu Jesus.
E ela nos responderá:
Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas,
que eram focos de luzes guiando os pastores
e suas ovelhas ao berço de palha.
Foi quando segurei em meus braços pela primeira vez que
senti se cumprir a promessa de um novo tempo através
daquele Menino que Deus enviara ao mundo,
para ensinar aos homens a lei maior do amor.Agora pensemos um pouquinho:
E para nós, quando Jesus nasceu?
Pensemos mais um pouquinho:
e se descobrirmos que ele não nasceu?
Então, procuremos urgentemente fazer com que ele nasça um dia destes, porque, quando isso acontecer, teremos finalmente entendido o Natal e verdadeiramente encontrado a luz.

(Fonte: Texto retirado da apostila de Evangelização Infantil)

Procura-se


Homem considerado galileu. Trinta e três anos.
Pele clara e expressão triste.
Cabelos longos e barba maltratada.
Marcas sanguinolentas nas mãos
e nos pés.
Caminha habitualmente acompanhado de mendigos
e vagabundos,
doentes e mutilados, cegos e infelizes.
Onde aparece, frequentemente, é visto,
entre grande séquito de mulheres,
sendo algumas de má vida, com crianças esfarrapadas,
Quase sempre está seguido por doze pescadores
e marginais.
Demonstra respeito para com as autoridades,
determinando se dê a César o que é de César,
mas espalha ensinamentos contrários à
Lei antiga, como sejam:
- perdão das ofensas;
- o amor aos inimigos;
- a oração em favor daqueles que nos
perseguem ou caluniam;
- a distribuição indiscriminada de dádivas
com os necessitados;
- o amparo aos enfermos,
sejam eles quais forem;
- e chega ao cúmulo de recomendar que
uma pessoa espancada numa face ofereça
a outra ao agressor.
Ainda não se sabe se é mágico,
mas testemunhas idôneas afirmam que
ele multiplicou cinco pães e dois peixes
em alimentação para mais de cinco mil pessoas,
tendo sobrado doze cestos.
Considerado impostor por haver trazido
pessoas mortas à vida,
foi preso e espancado.
Sentenciado à morte, com absoluta aprovação
do próprio povo que o condenou,
de preferência à Barrabás, malfeitor conhecido,
recebeu insultos e pedradas, sem reclamar,
quando conduzia a cruz às costas.
Não se defendeu, quando questionado pela justiça.
Complicando-se-lhe a situação,
porque seus próprios seguidores
o abandonaram nas horas difíceis.
Sob afrontas e zombarias,
foi crucificado entre dois ladrões.
Não teve parentes que lhe demonstrassem
solidariedade, a não ser sua Mãe,
uma frágil mulher que chorava aos pés da cruz.
Depois de morto, não se encontrou lugar
para sepultá-lo,
senão lodoso recanto de um tumulo por favor
de um amigo.
Após o terceiro dia do sepultamento,
desapareceu do sepulcro e já foi visto
por diversas pessoas que o identificaram pelas
chagas sangrentas dos pés e das mãos.
Esse é o homem que esta sendo cuidadosamente
procurado.
Seu nome é "Jesus de Nazaré".
Se puderes encontrá-lo,
deves segui-lo para sempre.

(Autora: Maria dolores)